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Motion design·Os princípios da animação 1/5·3 min de leitura·

Doze princípios, uma tela

Os doze princípios da Disney foram escritos para personagens no papel. Eles ainda decidem se um card, um título ou um gráfico parecem vivos.

Felipe RisallahFundador do FRISORead in English

Em 1981, Frank Thomas e Ollie Johnston, dois dos animadores por trás de Branca de Neve e Pinóquio, publicaram The Illusion of Life. Lá dentro estão doze princípios que explicam por que alguns desenhos parecem vivos e outros só se mexem. Pete Docter, diretor de Divertida Mente, disse certa vez numa sessão de festival que o livro é a bíblia da animação. Quarenta anos depois, continua sendo.

Os princípios foram escritos para personagens no papel. O motion design trabalha com cards, títulos, gráficos e interfaces. Então a pergunta desta primeira edição é simples: quais dos doze continuam valendo quando não há personagem na tela?

Resposta curta: todos, mas não na mesma medida. Quando fiz o meu curta 3D Fala, Vô!, usei os doze para animar duas pessoas e um avião de papel. Trabalhando com marcas e redes sociais desde então, percebi que cinco deles fazem a maior parte do trabalho.

Os doze princípios, cada um reduzido a uma forma só.

Os cinco que carregam o motion design

Os outros sete, traduzidos

PrincípioNum card, num título ou num gráfico
Esmagar e esticarUma mudança pequena de escala no impacto, como a entrada Pop. Com parcimônia: marca não é bola de borracha.
AntecipaçãoUm movimento pequeno para o lado contrário antes do movimento principal.
Direto e pose a poseKeyframes são pose a pose. Deriva e ruído são o direto.
Ação secundáriaUma sombra que respira, uma legenda que assenta depois do título.
ExageroRaramente, e só na coisa que você quer que seja lembrada.
Desenho volumétricoProfundidade: perspectiva, sombra, um card que tem espessura quando gira.
ApeloClareza. A peça parece intencional, não gerada.

A regra que sai dos doze

Leia os princípios com atenção e você nota uma ausência de propósito: nenhum deles manda fazer fade. O fade é a ausência de movimento, uma imagem pedindo licença para existir. Por isso o FRISO não tem fade. Os cards entram por flip, pop, varredura, da câmera, caindo ou girando; os títulos entram por máscara. É também o jeito mais rápido de uma peça parecer profissional.

Nas próximas edições, um princípio por vez, com um exemplo ao vivo e o controle que mexe nele no FRISO.

Partes desta série vêm do TCC de Felipe Risallah sobre a produção do curta 3D Fala, Vô! (Cinema e Audiovisual, UFES, 2023), e do livro The Illusion of Life: Disney Animation, de Frank Thomas e Ollie Johnston (1981).

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